domingo, 23 de agosto de 2015

Sobre o Ensino de Gênero nas escolas e as prioridades esquecidas da educação pública brasileira pela esquerda.

Esta havendo muito debate sobre o tema, e gostaria de expor minha visão da forma mais simples possível, mas de maneira que aborde algumas questões que estão sim sendo esquecidas nessa discussão, tanto do lado dos conservadores/ reacionários, o que não é novidade, mas também por quem se coloca como progressista, a favor da diversidade e por uma escola mais inclusiva.

Querem que o ensino de gênero seja inserido no sistema educacional, mas acho que esqueceram de alguns ''detalhes'' muito importantes nessa empreitada, ao qual não podemos perder de vista, primeiramente: Os progressistas estão lutando para que o gênero seja ensinado na escola de hoje, ou seja, numa estrutura educacional falida, sucateada e por vezes abandonada, ainda temos escolas de lata,palha e madeira,diga-se de passagem em alguns rincões desse país se quer tem escola, querem que o professor de hoje passe esse tipo de conteúdo, um professor em sua maioria mal formado mal pago e totalmente desmotivado com o seu não plano de carreira e valorização, além de sofrer agressões físicas e morais diariamente nas escolas, uma escola que de modo geral é antipedagógica e antidemocrática na sua estrutura e relação com os educadores e educandos, ao final o ensino de gênero vai continuar como está, sem qualquer tipo de aprofundamento e conhecimento por parte do povo, mesmo sendo aprovado, porque toda a lógica escolar deve mudar para que possa ocorrer um aprendizado de qualidade, democrático e inclusivo, muitos alunos atualmente saem da escola analfabetos e sem qualquer tipo de perspectiva.

Apenas para relembrar, o que talvez muitos tentem esquecer ou esconder, temos no Brasil mais de 13 milhões de analfabetos, isso excluindo os analfabetos funcionais,(fonte:http://educacao.uol.com.br/…/brasil-ainda-tem-13-milhoes-de…), o desafio é muito maior do que apenas adicionar conteúdos das mais variadas formas ao currículo, as intenções são as melhores possíveis, porém o sistema não é gerido por elas, e sim por um poder politico e econômico. Mas há uma parcela que receberá esse tipo de conteúdo, como sempre a classe média, a elite e seus colégios particulares com mensalidades acima de 500,1mil, 2mil, 3mil reais mensais, e a educação pública que não tem qualquer tipo de mudança profunda positiva continuará como esta, jogada as traças e definhando, até que pessoas com vergonha na cara se importem e mudem essa realidade.



No Brasil, 38% dos universitários são analfabetos funcionais




Brasil está entre os dez países que concentram a maior parte do número de analfabetos



Brasil tem 30,5 milhões de analfabetos funcionais



Mesmo prioritária, pasta da Educação sofre corte de R$ 7 bi



Aumenta o número de professores que abandonam as salas de aula



40% dos professores afastados por saúde têm depressão, aponta estudo



Professores no Brasil estão entre mais mal pagos em ranking internacional



Pesquisa aponta que 44% dos professores foram agredidos em sala




Alunos da capital paulista ainda estudam em escolas de lata




Brasil ainda tem um milhão de crianças sem escola




Brasil tem 30% de suas escolas sem abastecimento de água

Cerca de 60% das 151 mil unidades de ensino na rede pública não tem internet. Mais de 6 mil funcionam sem sequer luz elétrica






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