domingo, 22 de novembro de 2015

Comunistas, Nacionalistas e Militares, aliados para a tomada do poder.

Comunistas, Nacionalistas e Militares, aliados para a tomada do poder.
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Na ordem: Võ Nguyên Giáp-comandante do exército vietnamita, Thomas Sankara, Hugo Chavez e Luiz Carlos Prestes.

Sendo comunistas, nacionalistas e revolucionários, não podemos em sã consciência ser contra a participação de militares no movimento de massas e por consequência nas lutas reivindicatórias.

No Brasil por conta da ditadura militar se criou uma ''aura'' antimilitar na esquerda, uma situação equivocada e que prejudica a organização e mobilização dessas forças contra a burguesia.


Devemos sim, não só aceitar como chamar os militares a conscientização, organização e lutar junto ao povo, e não contra ele. Isto se chama trabalho de base.

Lembremo-nos também que, até o golpe de Estado de 64, o movimento comunista e revolucionário brasileiro, tinha grande aporte dos militares, e, portanto, muitos deles eram não se limitavam ao campo ''legalista'‘, mas se colocavam de prontidão, alguns exemplos: Capitão Lamarca, Nelson Werneck Sodré entre outros. Além do próprio secretário geral do PCB(Luiz Carlos Prestes).

É fundamental diferenciar o militar, da instituição que o mesmo representa. Ele pertence a uma estrutura reacionária e anti-povo, porém como elemento de ação, é um potencial agente de mudança, assim como todos nós.

Os aparatos militares, assim como qualquer outra instituição do Estado, devem servir ao povo e ser controlado por ele, isso é bom para a população, como para o próprio militar, conscientizar o militar sobre isso é o primeiro passo.

Não se faz revolução sem o proletariado, ou seja, sem os trabalhadores das diversas áreas da nação, mas uma revolução social só se faz completa, quando os militares também entendem o seu papel nessa sociedade, numa revolução, e de qual lado devem estar.

Assim foi na Rússia, em Cuba, no Vietnam, Coreia, China, Albânia etc.

Nós fomos de fumo embriagados,
Paz entre nós, guerra aos senhores!
Façamos greve de soldados!
Somos irmãos, trabalhadores!
Se a raça vil, cheia de galas,
Nos quer à força canibais,
Logo verrá que as nossas balas
São para os nossos generais!
(Trecho da Internacional)

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