domingo, 29 de novembro de 2015

Vestibulares como método de exclusão no capitalismo.

Sabemos que o vestibular sequer deveria existir na nossa atual situação, já que é utilizado como peneira e selecionador dos ''melhores'', mas quem são os ''melhores'' ? Claro, os/as que fizeram escolas privadas, e por vezes ainda tiveram o reforço de um cursinho pago, tão caro quanto a escola.
Só para lembrar exceções serão sempre exceções e não regra, ou seja, não adianta algumas pessoas da classe operária entrarem na universidade, isso não muda a total exclusão que as universidades públicas praticam contra a população pobre, que é em grande medida quem mantém esses estabelecimentos de ensino. Enquanto não tivermos um ensino voltado para o bem público, do coletivo, e não do mercado, continuaremos a sofrer esse tipo de segregação.
O ensino público é sucateado, tanto a estrutura fisíca, pedagógica, como a própria carreira do professor. Com todos esses problemas é óbvio que grande parte dos alunos não chegaram ao final do ensino médio com todas as suas capacidades cognitivas, intelectuais desenvolvidas. A maioria forma-se no ensino médio analfabeto funcional e sem perspectiva alguma, não é de menos, tendo a minima consciência da sua situação e sabendo de todas as barreias para conseguir entrar numa universidade pública, é de desanimar qualquer um.
Se não bastasse ainda esses problemas no quesito educação, ainda temos o que esta ligado a sua condição financeira direta, sem dinheiro e tendo que trabalhar para ajudar em casa e poder ter algum para fazer suas coisas também acaba afastando ainda mais desse que é o sonho de grande parte da classe média, ''entrar na universidade'' na ''usp'' etc. Só podemos mudar isso pela luta, organizados e mobilizados contra o capital, a elite deseja nos ver analfabetos, alienados e longe dos centros de desenvolvimento intelectual e tecnológico.
Juntos venceremos.

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