quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Não existe uma 3° via para o momento atual do Brasil.

Alguns sonhadores/as da esquerda, acreditam ser possível chamar eleições gerais, constituinte e coisas dessa estirpe no atual momento politico. Só pode dar esse tipo de ''orientação'' ou propor tal ''palavra de ordem'' a pessoa ou grupo politico que esta totalmente desconectado da realidade, e em consequência das disputas colocadas na realidade concreta.
No momento não há organização e muito menos força da esquerda para chamar outras eleições ou constituinte. A correlação de forças esta favorável a direita, o avanço é conservador, no momento a esquerda apenas resiste e com muita dificuldade diante de tal circunstância.Esse tipo de evento, mesmo se fosse possível juridicamente, favoreceria apenas elementos reacionários, em grande maioria de extrema-direita, que estão dispostos a preencher qualquer brecha institucional para o aumento da sua participação no Estado, seja através de mais elementos eleitos, ou de novas legislações aprovadas.
Devemos também lembrar que a palavra de ordem ''fora todos'', que num primeiro instante soa bonita, revolucionária, na realidade concreta é reacionária, porque o único politico que esta ameaçado claramente, e com uma articulação clara para ser derrubada, é a presidente Dilma. Aécio, Temer e Cunha são esses articuladores, e não saíram tão cedo de seus cargos, ao mesmo que se inicie um levante popular, o que não esta acontecendo até o presente dia.
Há agora, como desde a eleição no segundo turno de 2014, dois caminhos, ou se apoia o impeachment/golpe, ou luta-se contra o impeachment/golpe.Claro, reafirmando aqui o que já coloquei num outro texto, de forma independente, e apontando para radicalização, mostrando essa necessidade para a classe operária, conscientizando-a. É mais do que possível, como fundamental, lutar contra o avanço da extrema-direita em todos os campos, inclusive no que refere-se a questão institucional.
É um momento muito difícil para a esquerda, o próprio governo age contra os trabalhadores em sua politica econômica,portanto contra sua pretensa base social(isso por sua vez deixa ainda mais complexo o cenário politico).O governo tenta apoiar-se constantemente em partidos e políticos que desejam retira-los de lá, porém o que se mostra como ''alternativa'' para o povo é uma oposição ainda pior do que o atual governo, uma oposição que claramente controla, pertence e tem vínculos com a extrema-direita, e aqui não podemos deixar de pontuar, a politica capituladora e conciliatória do PT favorece esses agrupamentos.
Manifestar-se contra o impeachment/golpe não é ser governista e muito menos apoiar a politica econômica, conciliatórias e capituladoras desse governo. Se posicionar contra o impeachment/golpe é uma decisão baseada na realidade concreta, sem idealismo, e sem vacilação,apontando para o caminho de lutas que a classe operária precisa iniciar, como as greves, ocupações e manifestações de massa, por isso um programa independente deve ser debatido, criado e colocado como forma de diferenciação a outras forças politicas que apenas querem defender a dita ''democracia'' e suas instituições.
É fundamental criar um cronograma de lutas, mobilizações e de avanço no que se refere a propostas, para que se possa construir um programa, bem detalhado, contrapondo-se assim apenas a posição defensiva e de resistência que a esquerda vem fazendo no ultimo período.
Portanto, organizar, mobilizar e conscientizar a classe operária da necessidade de combater a direita e a extrema-direita, nas ruas, e também o seu avanço no campo institucional, como esta se dando por meio do impeachment/golpe. A única forma de se fazer isso, repito, é chamando a organização, greves, manifestações, ocupações e a construção de um programa conjuntural de propostas.

A direita e a extrema-direita recuam, quando a classe operária coloca-se em movimento, não serão acordos e muito menos a justiça burguesa que fará esse papel.








Nenhum comentário:

Postar um comentário