sábado, 3 de dezembro de 2016

Trump e suas propostas econômicas

Resultado de imagem para trump



Trump disse, em discurso, que sua administração diminuirá de 35% para 15% os impostos cobrados das empresas norte-americanas para que;

Não saiam dos Estados Unidos


As empresas que estão na China e México retornem ao seu país de origem (E.U.A).

Se existe um consenso entre democratas e republicanos e seus respectivos lobos solitários é a sistemática diminuição dos impostos para a elite estadunidense. Em contrapartida, claro, as isenções aos capitalistas são repassadas aos trabalhadores e classe média que consequentemente pagaram mais tributos.

Num dos discursos durante a campanha, Trump, prometeu um gigantesco pacote de investimento (1 trilhão de dólares em infraestrutura). Bom, para ser viável é necessário o Estado ter arrecadação suficiente, justamente para poder promover tais obras e a ''reconstrução'' do país, como ele mesmo disse.

1°: O problema é que, com o corte de impostos sobre as multinacionais, especuladores (porque já se fala em desregular ainda mais Wall Street) e grandes indústrias norte-americanas, não haverá dinheiro para isso, logo, será obrigado a endividar ainda mais o Estado para cumprir nem que seja 50% da promessa de campanha.


2°: A mão de obra norte-americana é mais cara que a chinesa e mexicana, inclusive, Trump afirmou que a Apple e outras empresas que voltem a produzir diretamente nos Estados Unidos não utilizaram o mesmo ''modo de produzir'' que praticam na China.


Isso efetivamente significa o aumento do custo de produção com mão de obra e também com logística, podendo envolver até redução de estoque etc. Consequentemente o aumento de preços dos produtos de forma geral irá criar uma bola de neve (inflação, menor poder de compra, salário em grande parte comprometido com produtos básicos, diminuição do crédito).

O consumidor norte-americano está realmente disposto a passar por isso?

Na pratica não, porque o consumo a baixo custo é o que mantém a economia interna girando, caso contrário à estagnação e crise estrutural retornará mais forte do que em 2008. A falsa recuperação da economia norte-americana vem daí.

Outro exemplo é em relação aos mexicanos:

A dependência econômica crescente, principalmente desde 1994 do México em relação aos Estados Unidos, a partir do acordo TLCAN, mostra como será difícil essa mudança por parte do governo Trump, para a ''recuperação dos empregos no setor produtivo'' pelo simples fato que, também os norte-americanos, faturam alto com tais acordos de livre comércio.

Um exemplo concreto ; os carros vendidos nos Estados Unidos em sua grande maioria são fabricados no México, claro, por conta da mão de obra barata, foi exatamente essa a motivação das fabricas automotivas terem ido para lá.

É aberto, então, outro dilema:


1°:Os trabalhadores norte-americanos irão receber o mesmo valor dos operários mexicanos para produzir os carros para em troca terem seus empregos de volta (ou seja, baratear sua mão de obra).

2°: Os trabalhadores norte-americanos vão manter o valor da sua mão de obra, ao mesmo tempo em que se aumenta o custo de produção e assim o preço do carro.

3°:As fabricas vão continuar onde estão pelo bem da economia interna e os operários dessa área continuarão sem emprego.

Não há muitas alternativas, até porque é muito vantajoso para o consumo (principalmente para as empresas), na mesma medida que é completamente desastroso no que se refere ao desemprego.

De qualquer maneira, a elite continuará ganhando, pois essa classe não irá retirar a sua margem de lucro para favorecer qualquer consumidor que seja então é obvio para quem os custos serão repassados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário