domingo, 30 de agosto de 2015

O ''nem nem'' como prática politica da ''esquerda'' brasileira.

O título pode, em alguma medida, até ser engraçado, mas está longe de ser comédia o que vamos tratar aqui, estamos mais próximos de narrar um filme de terror decadente, algo que ultimamente temos visto muito dentro da esquerda, infelizmente, por motivos diversos como por exemplo :falta de propostas, medo ou oportunismo, esse mal da ''não ação'' e teorias de ''terceiras vias'' inexistentes, tem permeado a teoria politica e, a pratica da esquerda atualmente, façamos algumas reflexões sobre o tema, e vejamos o que podemos propor diante de tal circunstância histórica.

Em momentos de crise, e consequentemente com o acirramento da luta de classes, como estamos vivenciando atualmente, diga-se de passagem não só no Brasil, abrem inúmeras oportunidades de observação e ação para os revolucionários, são nesses momentos importantes que a teoria revolucionária, ou seja, o marxismo, é colocado em prática da forma mais ampla e viva  possível, isso só pode ser feito quando se intervem na realidade concreta, e o marxismo serve exatamente para agir dentro da realidade e dos problemas concretos para modifica-los, caso contrário, será apenas mais uma filosofia de gabinete sem qualquer utilidade real para o proletariado.

O que temos acompanhado nos últimos tempos, de grande parte da esquerda brasileira, e da esquerda que tem maior representatividade, é o total imobilismo cadavérico, seja por motivos burocráticos, falta de propostas, medo(do proletariado, e da direita), ou por discursos completamente fora da realidade atual brasileira, que não conseguem mobilizar sequer uma base um pouco mais ampla que seu quintal pequeno burgues. 

Podemos citar um problema claro, que a cada decisão, comunicado ou matéria lançada em seus respectivos sites fica evidente, que é totalmente contraditório com o marxismo, o idealismo, há nessa esquerda, em sua maioria pequeno burgueses, um idealismo impregnado nas  suas analises sobre luta de classes e tudo que em torno gira, e respectivamente nas suas ações ou ''não ações'', ou como os revolucionários devem agir em momentos de grandes embates, como vivemos atualmente de forma mais explicita.

A base social da maior parte dos partidos e organizações de esquerda no Brasil, é formada pela classe média universitária, ou seja, a pequena burguesia intelectualizada, isso em grande medida dificulta o entendimento politico real, pois a pequena burguesia tem praticas politicas confusas, e isso se externaliza em momentos de acirramento da luta politica, um dos motivos pelos quais isso ocorre, é pelo conflitos de interesses dentro da própria classe média, que primeiramente sempre pensa em seus objetivos individuais, para depois colocar o proletariado dentro dos seus planos( ou melhor, utilizar o proletariado para sua escada eleitoral), isso pode ser exemplificado em qualquer tipo de organização de trabalhadores que a pequena burguesia chegue a comandar, o esquerdismo fica apenas no discurso, mas as práticas sempre são de conciliação com o patrão, quebra de greves etc.

A importância dessa parte da esquerda se resume as universidades,em grande medida, e de alguns sindicatos e ''centrais'' esvaziadas que não tem qualquer peso real entre o proletariado, mesmo diante dessas circunstâncias, e com a crise e luta atual que vivemos,  a esquerda pequeno burguesa brasileira não consegue formular um uma estratégia concreta para sua ação, as palavras de ordem são confusas e em nada orientam seus militantes, mostram um esquerdismo infantil, com orientações que  beiram o anarquismo(da pior qualidade teórica), por conta dessa politica confusa, uma parte dessa pequena burguesia, por vezes mostra um reacionarismo mais do que preocupante, principalmente para quem se coloca em defesa do proletariado. 

Alguns exemplos que podemos citar, é essa pequena burguesia defendendo o imperialismo na Síria(inclusive pedindo armas para o imperialismo contra o exército sírio),Ucrânia(com direito a falar em ''revolução popular'', sendo que neonazistas estavam matando e agredindo comunistas nas ruas), na Líbia( defendendo a invasão do imperialismo), no Egito(chamando um golpe militar de ''revolução''), na Venezuela( defendendo a extrema direita, e os estudantes de classe média que atacavam os trabalhadores nas ruas de Caracas, financiados pelo imperialismo e a oligarquia colombiana).

Enfim, o que não falta são exemplos dessa politica confusa, e que mostra que o ''nem nem'' se resume a apoiar a direita e o imperialismo, porque não há neutralidade na luta de classes, ou você esta do lado da burguesia, ou do proletariado, ou você esta ao lado da soberania nacional, ou esta do lado do imperialismo, portanto os revolucionários não podem em momento algum cair nesse tipo de armadilha da ''terceira via'' e coisas do tipo, a única via do revolucionário, é ao lado do proletariado na luta pela revolução e nas suas reivindicações.

O revolucionário deve sempre se posicionar, e isso significa se colocar em toda e qualquer circunstância contra o imperialismo, a direita e a burguesia, isso tem que ficar claro para os militantes revolucionários, apoiar os processos revolucionários,reformas e em defesa da soberania nacional é fundamental para uma pratica marxista coerente, correta e que há um aprofundamento da consciência não só do militante, como do proletariado de maneira geral, praticas, teorias e palavras de ordem confusas só prejudicam o ascenso dos trabalhadores e sua organização para as lutas,






















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